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Cool Cool Toon

Em se tratando de jogos não-americanos, o Dreamcast é um dos videogames mais interessantes da história. Além de jogos famosos nunca lançados no ocidente (pelo menos não no Dreamcast), como Headhunter, Shenmue II e Ikaruga, o videogame conta ainda com um grande número de jóias escondidas neste repertório.

E uma dessas jóias é “Cool Cool Toon”.

Um dos últimos jogos lançados pela SNK, CCT é um jogo de ritmo com lindos gráficos cel shading, do tipo de jogo que é quase tão bom ver alguém jogando quanto jogar você-mesmo, já que é impossível prestar atenção nos ricos detalhes gráficos quando estamos jogando. Por ser um game de ritmo, escrever sobre o gameplay é um pouco complicado, mas já comentei um pouco sobre o gameplay num micro-review que fiz anteriormente. Também tem a possibilidade de linkar com “Cool Cool Jam”, outro jogo da série lançado para Neo Geo Pocket Color, usando um cabo de link.

Não é um jogo comum de ser encontrado completo e em bom estado, mas felizmente o preço dele não chega a ser muito alto, quando comparado a outros games de Dreamcast não lançados no ocidente. Game obrigatório para colecionadores de Dreamcast e fãs de games de ritmo em geral.

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Resident Evil HD

A revista japonesa Famitsu anunciou hoje que a Capcom está produzindo para PS3 e X-Box 360 “Resident Evil: Revival Selection”, coletênea que contêm remakes em HD de Resident Evil 4 e Resident Evil: Code Veronica.

Agora é torcer para que seja um tratamento gráfico relevante, já que Code Veronica precisa de uma boa atualizada para parecer bonito pros padrões PS3/X-Box 360.

Imagens no site oficial.

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Como Shenmue deveria terminar

Já que o assunto é Shenmue…

Yu Suzuki, produtor e diretor do jogo, revela como teria sido o fim da saga Shenmue. Eu sempre soube que haveriam andróides.

(Vídeo original do Mega64.)

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Shenmue II

Produzido pela Sega e lançado originalmente para Dreamcast em 1999 (2000 nos EUA), Shenmue é um dos grandes clássicos-cult para Dreamcast, e lembrado ainda hoje como um dos melhores jogos da história. Originalmente o game seria uma espécie de “Virtua Fighter” RPG para o Sega Saturn, mas com o desenvolvimento do enredo, essa idéia foi abandonada e o jogo seguiu um caminho original, sendo inclusive lançado na plataforma seguinte da Sega. A complexidade da trama era tanta que Yu Suzuki, produtor e diretor, planejava dividir a saga em três capítulos, lançando os games com intervalos de cerca de 2 ou 3 anos.

O game foi um fracasso comercial. Ou melhor, foi relativamente um fracasso. Apesar do prejuízo, devido ao alto custo de produção (U$ 70 milhões, o maior até então), Shenmue ainda conseguiu ser o quarto jogo mais vendido para Dreamcast, conquistando um grande número de seguidores. Como o segundo capítulo da saga já estava praticamente pronto quando o primeiro game foi lançado, os números desanimadores não impediram que a continuação fosse terminada e lançada, e assim, Shenmue II chegou ao mercado japonês  e europeu em 2001.

E o mercado americano? Bom, como o Dreamcast já estava nas últimas, a Sega vendeu à Microsoft os direitos de exclusividade de Shenmue II, que foi então lançado para X-Box em 2002.

Diferenças

A mais relevante diferença entre as duas versões é com certeza o idioma da narração. Enquanto a versão de Dreamcast conta com o áudio original em japonês (e legendas em inglês, francês e espanhol), a versão norte-americana para X-Box tem o áudio com dublagem em inglês, utilizando o mesmo elenco de dubladores do primeiro game.

Uma adição interessante na versão para X-Box é a inclusão de um DVD contendo um pequeno filme, resumindo o primeiro game da série.

Outras diferenças tambem existem, sendo em geral a versão de X-Box tecnicamente superior (por exemplo frame rate mais consistente, próximo dos 30 fps o tempo todo). Mas no geral as diferenças técnicas não são muito notáveis.

Compatibilidade

Dreamcast: Shenmue II nunca foi lançado no mercado americano. Dito isto, é possível jogar a versão européia (ou japonesa, se o idioma não for um problema) num Dreamcast americano, usando um disco de boot como o Utopia ou Game Shark. A maioria dos Dreamcasts brasileiros lançados pela Tec Toy não roda discos de boot, sendo necessário o videogame ser destravado. Como praticamente não existem Dreamcasts destravados, ou quem destrave hoje em dia, é simplesmente mais fácil comprar um Dreamcast americano e usar um cd de boot para jogar.

Devido à baixa disponibilidade da versão de Dreamcast, e a dublagem considerada superior pela maioria dos fãs, a versão européia para Dreamcast se tornou um dos jogos mais caros para este sistema, sendo um interessante item em qualquer coleção… especialmente em perfeito estado, já que as caixas acrílicas européias de Dreamcast são extremamente frágeis.

X-Box: Não tem muito segredo. Como Shenmue II foi lançado nos EUA, basta colocar o jogo num X-Box e jogar. E o melhor: este game é compatível com X-Box 360.

Com o fim do Dreamcast e as decepcionantes vendas da versão para X-Box, o capítulo final da saga nunca foi produzido. Embora a Sega não negue a possibilidade de um terceiro capítulo aparecer um dia…

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Micro Reviews Ep 05: Games baseados em animes

Micro resenhas dos jogos “Ghost in the Shell” (PlayStation), “Pokémon Puzzle League” (Nintendo 64) e “Record of Lodoss War” (Dreamcast).

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Guia de Coleção: Resident Evil

Acredito que Resident Evil não precisa de apresentação. É a série que redefiniu o gênero Survival Horror, tornando-o mainstream.

Resident Evil é uma série gigantesca, com diversas variantes dos mesmos jogos, e em muitos casos, com diferenças no gameplay delas. Por este motivo, irei me focar apenas nos lançamentos originais de PlayStation, que foram mais tarde adaptados para videogames como Saturn, Nintendo 64, Dreamcast e Gamecube.

Resident Evil 1

Lançado originalmente em 1996, o primeiro game da série Resident Evil teve três versões para Playstation:

Versão Long Box: Lançada no formato padrão dos videogames em CD da época (Sega CD, 3DO, Saturn, PlayStation). Embora não seja particularmente rara, é possivelmente a versão mais cara para Playstation, dentre os Resident Evil.

Versão Black Label (caixa normal): Resident Evil foi lançada em “long box” pouco antes da mudança do padrão de caixas de Playstation, e como o jogo continuava vendendo bem, foi feita então essa versão em caixa normal. Não existe nenhuma diferença entre os jogos.

Versão para Sega Saturn: A versão para Saturn contêm gráficos um pouco piores, além de algumas adições interessantes como o minigame “Battle Game” e a adição de algumas roupas alternativas.

Em 2002 o Gamecube recebeu um belíssimo remake do jogo original, que muito embora possa ser considerado um jogo novo por causa das diversas mudanças, decidi colocar nesse guia assim mesmo. Devido as boas vendas, o jogo foi lançado na versão normal e numa versão “Players Choice”, com uma tarja amarela no topo da capa. O mesmo jogo foi adaptado para o Wii com suporte aos motion controls do videogame e lançado em 2008, como “Resident Evil: Archives”.

Resident Evil Directors Cut

Lançado devido ao atraso do segundo jogo da série, Resident Evil Directors Cut contêm o jogo original, o modo “Beginner” (que é o mesmo jogo numa dificuldade bem menor) e o modo “Arrange”, com novos ângulos de câmera, itens em posições diferentes, dificuldade aumentada, etc. A versão Black Label contêm dois CDs, um deles sendo demo jogável de Resident Evil 2, a versão Greatest Hits contêm apenas um CD e é a única compatível com o joystick “Dual Shock”.

Resident Evil 2

Após muita espera, RE2 foi finalmente lançado, com mais ação e menos suspense.

A versão lançada originalmente tinha um selo amarelo na capa, com uma promoção sobre um futuro filme da série.

Mais tarde o jogo foi adaptado para o joystick dual shock, e alguns extras foram adicionados, como o minigame “Extreme Battle”, onde é possível jogar com Chris Redfield.

A versão para Nintendo 64 possui gráficos inferiores, porém diversas outras adições como roupas novas e um interessante modo onde os itens são espalhados aleatoriamente pelo jogo, tornando-o muito mais difícil. Além disso é um dos poucos jogos de Nintendo 64 que contêm cenas em CG, o que foi impressionante levando-se em consideração a capacidade inferior de armazenamento de dados de um cartucho.

Resident Evil 3

Para PlayStation, três variantes existem, todas idênticas com relação ao gameplay:

Versão Black Label de um disco.

Versão Black Label de dois discos, o segundo sendo o demo jogável de Dino Crisis. (Existe tambem o inverso: Dino Crisis com o demo jogável de Resident Evil 3).

Versão Greatest Hits: apenas um disco novamente. Ironicamente, esta é a versão mais difícil de ser encontrada dentre as três, embora não chegue a ser rara.

A versão de Gamecube é idêntica à de PlayStation, enquanto a de Dreamcast tem algumas adições, como a possibilidade de escolher a roupa logo no começo do logo.

Resident Evil Survivor

Resident Evil Survivor, ou Gun Survivor no Japão, é uma espécie de tentativa de Resident Evil entrar no mercado dos jogos em primeira pessoa. Apenas uma variante lançada, a versão black label.

Resident Evil 1.5

Resident Evil 2 estava cerca de 90% concluído quando foi riscado pela Capcom e seu desenvolvimento recomeçado praticamente do zero. Boatos dizem que o motivo para isso ter acontecido é que o jogo estava muito parecido com o primeiro. Existem pela internet um grande número de screenshots e vídeos do jogo, que não parecia estar nada mal.

De qualquer forma, deve existir em algum baú da Capcom essa versão hoje chamada de “1.5”, sendo com certeza o grande graal sagrado dos colecionadores de Resident Evil.

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Micro Reviews Ep 03: Jogos de navinha

Mais três micro reviews, desta vez para games do gênero “Space Shooter”, uns dos meus favoritos.

Jogos deste episódio:

Mars Matrix (Dreamcast), R-Type DX (Game Boy Color) e Silpheed (Sega CD).

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