Arquivo da categoria: Games não-Americanos

Cool Cool Toon

Em se tratando de jogos não-americanos, o Dreamcast é um dos videogames mais interessantes da história. Além de jogos famosos nunca lançados no ocidente (pelo menos não no Dreamcast), como Headhunter, Shenmue II e Ikaruga, o videogame conta ainda com um grande número de jóias escondidas neste repertório.

E uma dessas jóias é “Cool Cool Toon”.

Um dos últimos jogos lançados pela SNK, CCT é um jogo de ritmo com lindos gráficos cel shading, do tipo de jogo que é quase tão bom ver alguém jogando quanto jogar você-mesmo, já que é impossível prestar atenção nos ricos detalhes gráficos quando estamos jogando. Por ser um game de ritmo, escrever sobre o gameplay é um pouco complicado, mas já comentei um pouco sobre o gameplay num micro-review que fiz anteriormente. Também tem a possibilidade de linkar com “Cool Cool Jam”, outro jogo da série lançado para Neo Geo Pocket Color, usando um cabo de link.

Não é um jogo comum de ser encontrado completo e em bom estado, mas felizmente o preço dele não chega a ser muito alto, quando comparado a outros games de Dreamcast não lançados no ocidente. Game obrigatório para colecionadores de Dreamcast e fãs de games de ritmo em geral.

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Final Fantasy X International

Final Fantasy X foi um dos grandes títulos do início da era PlayStation 2, embora jogadores puristas de RPG considerem este um jogo demasiadamente “J-Pop”, FFX tem muitos fãs e dá pra entender o porquê: ótimos gráficos, bela trilha, personagens bons (bom… pelo menos parte razoável deles eram), história interessante, gameplay excelente, etc.

Originalmente o game foi lançado em julho de 2001 no mercado japonês, e em dezembro nos EUA, não sendo o game original lançado na europa. Com o sucesso de vendas, foi lançado em janeiro de 2002 uma versão extendida do game no Japão, chamada “Final Fantasy X International”. Finalmente, a europa recebeu um lançamento oficial do game em maio de 2002, que apesar de chamado de “Final Fantasy X”, continha praticamente todas as alterações da versão International.

E quais são essas alterações?

Dublagem: Apesar de ser um game asiático, “FFX International” (assim como o FFX europeu) tem dublagem em inglês. Isso não é inédito no Japão, diversos games tem uma versão “International” ou “US version” lançada, que é basicamente o mesmo game só que com as vozes/legendas/menus em inglês. Shenmue e Shinning Force são dois exemplos que me vem à cabeça. Não existe opção de dublagem em japonês. A única forma de jogar FFX com dublagem original em japonês, é com o FFX (e não FFX International) japonês… o problema é que aí não existem legendas nem menus em inglês.

Legendas e menus: A versão International tem a opção de legendas e menus em inglês ou japonês, sendo isso escolhido no início do game e podendo ser alterado em menu ao longo do jogo. A versão européia não tem a opção do menu e legendas em japonês, sendo o game apenas em um idioma (inglês na versão do Reino Unido, francês na versão francesa, etc.)

Sphere Grid: Existem dois Spheres Grid para serem escolhidos nas versões International e européia, o sphere grid padrão (Standard) ou Expert. O Standard é muito semelhante ao Sphere Grid original, enquanto que o Expert tem muito mais liberdade, sendo, como o nome sugere, recomendado apenas para quem já é familiarizado com o sistema e sabe o que está fazendo.

Dark Aeons: São chefes opcionais, que estão em alguns locais específicos do jogo. Derrotando todos eles, um outro chefe opcional aparecerá, Penance.

Existem diversos outros “tweeks” no gameplay, como por exemplo novas skills, mas nada muito significativo.

E como é costume, Final Fantasy X International tem algumas variantes:

– Final Fantasy X International (Black Label, Japão): Além do game, esta versão acompanha um dvd-video bônus com entrevistas e um teaser para Final Fantasy X-2. Lembrando que este DVD é região 2.

-Final Fantasy X International (Ultimate Hits, Japão): Equivalente ao “Greatest Hits” norte americano. Não acompanha o DVD bônus, e a caixa tem a faixa cinza do Ultimate Hits.

– Final Fantasy X International (Asia): Versão distribuída pela Electronic Arts (EA) no resto da Ásia. Não acompanha o segundo DVD, a caixa é idêntica a versão Black Label japonesa, com exceção que há um pequeno laminado com o símbolo da EA.

Apenas para concluir, já que esta é uma dúvida recorrente, o que são aquelas perguntas no início do game? Já que elas são extremamente importantes, vamos a elas:

1) Qual Sphere Grid você gostaria de usar?

(a) Expert (b) International

2) Tem certeza?

(a) Sim (b) Não

3) Qual o idioma dos menus e legendas?

(a) Japonês (b) Inglês

Lembrando que durante o game você pode alterar o idioma, mas não o esquema de Sphere Grid.

 

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Shenmue II

Produzido pela Sega e lançado originalmente para Dreamcast em 1999 (2000 nos EUA), Shenmue é um dos grandes clássicos-cult para Dreamcast, e lembrado ainda hoje como um dos melhores jogos da história. Originalmente o game seria uma espécie de “Virtua Fighter” RPG para o Sega Saturn, mas com o desenvolvimento do enredo, essa idéia foi abandonada e o jogo seguiu um caminho original, sendo inclusive lançado na plataforma seguinte da Sega. A complexidade da trama era tanta que Yu Suzuki, produtor e diretor, planejava dividir a saga em três capítulos, lançando os games com intervalos de cerca de 2 ou 3 anos.

O game foi um fracasso comercial. Ou melhor, foi relativamente um fracasso. Apesar do prejuízo, devido ao alto custo de produção (U$ 70 milhões, o maior até então), Shenmue ainda conseguiu ser o quarto jogo mais vendido para Dreamcast, conquistando um grande número de seguidores. Como o segundo capítulo da saga já estava praticamente pronto quando o primeiro game foi lançado, os números desanimadores não impediram que a continuação fosse terminada e lançada, e assim, Shenmue II chegou ao mercado japonês  e europeu em 2001.

E o mercado americano? Bom, como o Dreamcast já estava nas últimas, a Sega vendeu à Microsoft os direitos de exclusividade de Shenmue II, que foi então lançado para X-Box em 2002.

Diferenças

A mais relevante diferença entre as duas versões é com certeza o idioma da narração. Enquanto a versão de Dreamcast conta com o áudio original em japonês (e legendas em inglês, francês e espanhol), a versão norte-americana para X-Box tem o áudio com dublagem em inglês, utilizando o mesmo elenco de dubladores do primeiro game.

Uma adição interessante na versão para X-Box é a inclusão de um DVD contendo um pequeno filme, resumindo o primeiro game da série.

Outras diferenças tambem existem, sendo em geral a versão de X-Box tecnicamente superior (por exemplo frame rate mais consistente, próximo dos 30 fps o tempo todo). Mas no geral as diferenças técnicas não são muito notáveis.

Compatibilidade

Dreamcast: Shenmue II nunca foi lançado no mercado americano. Dito isto, é possível jogar a versão européia (ou japonesa, se o idioma não for um problema) num Dreamcast americano, usando um disco de boot como o Utopia ou Game Shark. A maioria dos Dreamcasts brasileiros lançados pela Tec Toy não roda discos de boot, sendo necessário o videogame ser destravado. Como praticamente não existem Dreamcasts destravados, ou quem destrave hoje em dia, é simplesmente mais fácil comprar um Dreamcast americano e usar um cd de boot para jogar.

Devido à baixa disponibilidade da versão de Dreamcast, e a dublagem considerada superior pela maioria dos fãs, a versão européia para Dreamcast se tornou um dos jogos mais caros para este sistema, sendo um interessante item em qualquer coleção… especialmente em perfeito estado, já que as caixas acrílicas européias de Dreamcast são extremamente frágeis.

X-Box: Não tem muito segredo. Como Shenmue II foi lançado nos EUA, basta colocar o jogo num X-Box e jogar. E o melhor: este game é compatível com X-Box 360.

Com o fim do Dreamcast e as decepcionantes vendas da versão para X-Box, o capítulo final da saga nunca foi produzido. Embora a Sega não negue a possibilidade de um terceiro capítulo aparecer um dia…

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