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Guia de Coleção: Quadrilogia Phantasy Star

Apesar de não ter o mesmo número de seguidores de outros jogos de RPG como Final Fantasy, Phantasy Star é uma importante série da era 8/16 bits, aparecendo comumente em listas de melhores jogos da história tanto de especialistas como de jogadores.

Apesar de ter apenas quatro episódios da saga principal, e mais alguns spin-offs como a série Phantasy Star Online de Dreamcast e Gamecube, Phantasy Star ainda possui um apelo junto aos fãs de RPGs e colecionadores. Parte do interesse é mantido aceso graças ao lançamento ocasional de coletâneas para diversos consoles, como por exemplo Phantasy Star Collection para Game Boy Advance, contendo os 3 primeiros jogos da série.

Os preços e raridade dos jogos da série variam bastante, desde comum (Phantasy Star III) até absurdamente raro  como é o caso de Phantasy Star I (Phantasy Star Fukkokuban) para Mega Drive. As capas tambem variam bastante, dependendo da região de origem, sendo algumas muito mais bonitas do que outras, as capas japonesas sendo no geral melhores do que as ocidentais.

Phantasy Star

Lançado originalmente em 1987 para Sega Mark III (o Master System dos ocidentais), em 1988 para Master System nos EUA, e em 1994 para Mega Drive numa tiragem bem limitada. A versão para Mega Drive nada mais é do que a ROM da versão de Master System com um conversor para Mega Drive, jogo em japonês, nunca lançado no ocidente. A versão para Master System foi traduzida para português e lançada pela Tec Toy.

Phantasy Star II
Lançado para Mega Drive em 1989. As versões americanas e japonesas acompanham um mapa de jogo. Existe ainda um hintbook que foi lançado ao mesmo tempo que o jogo e comumente é vendido junto com o jogo em site de leilões. No entanto, o hintbook não faz parte do jogo completo.

Existe ainda uma versão em português traduzida pela Tec Toy. Nunca encontrei essa versão completa, embora ela exista.

Phantasy Star III

Lançado em 1990 e considerado a ovelha-negra da série, recebendo os piores reviews. O preço menor desse jogo é reflexo do menor interesse do público por este jogo.

A versão japonesa acompanha um mapa, ausente nas outras versões.

Existe uma versão em português quem tem se tornado cada vez mais rara, lançada pela Tec Toy. A capa desta versão é um pouco diferente, respeitando os padrões da Tec Toy da época.

Phantasy Star IV

Talvez o melhor jogo da série. Lançado em 1993 no Japão e em 1995 nos EUA. A versão japonesa é conhecida como “Phantasy Star The End of Millenium” e acompanha um mapa, ausente nas versões americanas e européias. Único da série que não foi traduzido para português.

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Como éramos inocentes…

Fuçar revistas de video game velhas pela internet é algo fascinante. Além do design “retrô”, das propagandas cafonas, das bugigangas made-in-Brazil toscas (Dynavision, alguém?), dos reviews de jogos “alternativos” (Street Fighter III para NES numa edição da Ação Games, por exemplo), podemos olhar para o passado e ver o quão errado os avaliadores podiam ser.

Apesar, é claro, que “errado” é uma palavra muito forte. No fundo avaliações são opiniões, e cada um tem a sua. Mas de qualquer forma, algumas coisas são difíceis de se explicar quando acreditamos que a pessoa que escreve é imparcial. Vamos olhar para esta edição da revista Ação Games, número 7, de novembro de 1991:

A primeira coisa legal a se notar é a capa. Em 1991 CD estava longe de ser popular aqui no Brasil, e jogos usando essa tecnologia com certeza excitavam a mente dos jogadores. Apesar dos videogames de CD já existirem nessa época, ainda faltava uns bons anos até a tecnologia ser boa o suficiente para se produzir um bom videogame. Mas isso é assunto para outro tópico.

Vamos falar sobre avaliações. Bom, como a capa mostra, um dos jogos da edição nada mais é do que “Phantasy Star” para Master System, um dos jogos mais revolucionários da história, com certeza um RPG obrigatório que todo retrogamer deve cedo ou tarde colocar no currículo. Aí está o veredito sobre o jogo, segundo eles:

Nota máxima apenas no desafio. Ok, é um jogo difícil mesmo… Mas gráficos e sons não são nota “3/5”, não senhor. Será que os avaliadores são tão rígidos assim?

Então vamos responder essa pergunta com o veredito de outro jogo, um sabidamente ruim, Fantasia para Mega Drive. Talvez o pior jogo do Mickey para o sistema:

Nota máxima?! Mas nem naquela época Fantasia era um bom jogo! Por que essa diferença gritante entre PS1 e Fantasia? Será que os avaliadores não pesavam a máquina? Afinal, é óbvio que som e gráficos serão piores no Master System, o certo seria levar isso em conta e julgar o jogo contra um “ideal teórico” para cada sistema.

Tendo isso em mente, vamos olhar para outro jogo de Master System dessa mesma edição: “Captain Silver”. É um jogo completamente esquecível, nada de mais, nada de menos.

Nota máxima de novo?! Ok, agora podemos afirmar, é sem dúvida uma má-avaliação. Talvez nem seja culpa do avaliador. Afinal, só estão olhando 3 aspectos do game, sendo 2 técnicos e apenas 1 que influencia o gameplay. Mais tarde a revista adotaria outros critérios importantes baseados no gameplay, como jogabilidade, mas por enquanto não havia isso. Sem falar que os textos são vagos e só dizem nas entrelinhas se um jogo é bom ou ruim.

Saindo um pouco do PS1, podemos torcer o nariz tambem para essa descrição de jogo, “Fighting Street”. Não, não escrevi errado, é esse o nome do port para PC-Engine de Street Fighter 1. O jogo no fliperama já era meio quebrado, no PC-Engine era praticamente injogável:

Movimentos bonitos e radicais. Ai ai…

Mas nem tudo está perdido. Afinal, Dick Tracy para Mega Drive teve uma boa nota, e este jogo é um clássico:

Num mundo sem internet, a fonte de informação dos gamers eram basicamente contra-capas de jogos e essas revistas. E nem sempre as revistas eram menos parciais que as contra-capas…

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