Arquivo da categoria: Sega Saturn

Shenmue II

Produzido pela Sega e lançado originalmente para Dreamcast em 1999 (2000 nos EUA), Shenmue é um dos grandes clássicos-cult para Dreamcast, e lembrado ainda hoje como um dos melhores jogos da história. Originalmente o game seria uma espécie de “Virtua Fighter” RPG para o Sega Saturn, mas com o desenvolvimento do enredo, essa idéia foi abandonada e o jogo seguiu um caminho original, sendo inclusive lançado na plataforma seguinte da Sega. A complexidade da trama era tanta que Yu Suzuki, produtor e diretor, planejava dividir a saga em três capítulos, lançando os games com intervalos de cerca de 2 ou 3 anos.

O game foi um fracasso comercial. Ou melhor, foi relativamente um fracasso. Apesar do prejuízo, devido ao alto custo de produção (U$ 70 milhões, o maior até então), Shenmue ainda conseguiu ser o quarto jogo mais vendido para Dreamcast, conquistando um grande número de seguidores. Como o segundo capítulo da saga já estava praticamente pronto quando o primeiro game foi lançado, os números desanimadores não impediram que a continuação fosse terminada e lançada, e assim, Shenmue II chegou ao mercado japonês  e europeu em 2001.

E o mercado americano? Bom, como o Dreamcast já estava nas últimas, a Sega vendeu à Microsoft os direitos de exclusividade de Shenmue II, que foi então lançado para X-Box em 2002.

Diferenças

A mais relevante diferença entre as duas versões é com certeza o idioma da narração. Enquanto a versão de Dreamcast conta com o áudio original em japonês (e legendas em inglês, francês e espanhol), a versão norte-americana para X-Box tem o áudio com dublagem em inglês, utilizando o mesmo elenco de dubladores do primeiro game.

Uma adição interessante na versão para X-Box é a inclusão de um DVD contendo um pequeno filme, resumindo o primeiro game da série.

Outras diferenças tambem existem, sendo em geral a versão de X-Box tecnicamente superior (por exemplo frame rate mais consistente, próximo dos 30 fps o tempo todo). Mas no geral as diferenças técnicas não são muito notáveis.

Compatibilidade

Dreamcast: Shenmue II nunca foi lançado no mercado americano. Dito isto, é possível jogar a versão européia (ou japonesa, se o idioma não for um problema) num Dreamcast americano, usando um disco de boot como o Utopia ou Game Shark. A maioria dos Dreamcasts brasileiros lançados pela Tec Toy não roda discos de boot, sendo necessário o videogame ser destravado. Como praticamente não existem Dreamcasts destravados, ou quem destrave hoje em dia, é simplesmente mais fácil comprar um Dreamcast americano e usar um cd de boot para jogar.

Devido à baixa disponibilidade da versão de Dreamcast, e a dublagem considerada superior pela maioria dos fãs, a versão européia para Dreamcast se tornou um dos jogos mais caros para este sistema, sendo um interessante item em qualquer coleção… especialmente em perfeito estado, já que as caixas acrílicas européias de Dreamcast são extremamente frágeis.

X-Box: Não tem muito segredo. Como Shenmue II foi lançado nos EUA, basta colocar o jogo num X-Box e jogar. E o melhor: este game é compatível com X-Box 360.

Com o fim do Dreamcast e as decepcionantes vendas da versão para X-Box, o capítulo final da saga nunca foi produzido. Embora a Sega não negue a possibilidade de um terceiro capítulo aparecer um dia…

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Guia de Coleção: Resident Evil

Acredito que Resident Evil não precisa de apresentação. É a série que redefiniu o gênero Survival Horror, tornando-o mainstream.

Resident Evil é uma série gigantesca, com diversas variantes dos mesmos jogos, e em muitos casos, com diferenças no gameplay delas. Por este motivo, irei me focar apenas nos lançamentos originais de PlayStation, que foram mais tarde adaptados para videogames como Saturn, Nintendo 64, Dreamcast e Gamecube.

Resident Evil 1

Lançado originalmente em 1996, o primeiro game da série Resident Evil teve três versões para Playstation:

Versão Long Box: Lançada no formato padrão dos videogames em CD da época (Sega CD, 3DO, Saturn, PlayStation). Embora não seja particularmente rara, é possivelmente a versão mais cara para Playstation, dentre os Resident Evil.

Versão Black Label (caixa normal): Resident Evil foi lançada em “long box” pouco antes da mudança do padrão de caixas de Playstation, e como o jogo continuava vendendo bem, foi feita então essa versão em caixa normal. Não existe nenhuma diferença entre os jogos.

Versão para Sega Saturn: A versão para Saturn contêm gráficos um pouco piores, além de algumas adições interessantes como o minigame “Battle Game” e a adição de algumas roupas alternativas.

Em 2002 o Gamecube recebeu um belíssimo remake do jogo original, que muito embora possa ser considerado um jogo novo por causa das diversas mudanças, decidi colocar nesse guia assim mesmo. Devido as boas vendas, o jogo foi lançado na versão normal e numa versão “Players Choice”, com uma tarja amarela no topo da capa. O mesmo jogo foi adaptado para o Wii com suporte aos motion controls do videogame e lançado em 2008, como “Resident Evil: Archives”.

Resident Evil Directors Cut

Lançado devido ao atraso do segundo jogo da série, Resident Evil Directors Cut contêm o jogo original, o modo “Beginner” (que é o mesmo jogo numa dificuldade bem menor) e o modo “Arrange”, com novos ângulos de câmera, itens em posições diferentes, dificuldade aumentada, etc. A versão Black Label contêm dois CDs, um deles sendo demo jogável de Resident Evil 2, a versão Greatest Hits contêm apenas um CD e é a única compatível com o joystick “Dual Shock”.

Resident Evil 2

Após muita espera, RE2 foi finalmente lançado, com mais ação e menos suspense.

A versão lançada originalmente tinha um selo amarelo na capa, com uma promoção sobre um futuro filme da série.

Mais tarde o jogo foi adaptado para o joystick dual shock, e alguns extras foram adicionados, como o minigame “Extreme Battle”, onde é possível jogar com Chris Redfield.

A versão para Nintendo 64 possui gráficos inferiores, porém diversas outras adições como roupas novas e um interessante modo onde os itens são espalhados aleatoriamente pelo jogo, tornando-o muito mais difícil. Além disso é um dos poucos jogos de Nintendo 64 que contêm cenas em CG, o que foi impressionante levando-se em consideração a capacidade inferior de armazenamento de dados de um cartucho.

Resident Evil 3

Para PlayStation, três variantes existem, todas idênticas com relação ao gameplay:

Versão Black Label de um disco.

Versão Black Label de dois discos, o segundo sendo o demo jogável de Dino Crisis. (Existe tambem o inverso: Dino Crisis com o demo jogável de Resident Evil 3).

Versão Greatest Hits: apenas um disco novamente. Ironicamente, esta é a versão mais difícil de ser encontrada dentre as três, embora não chegue a ser rara.

A versão de Gamecube é idêntica à de PlayStation, enquanto a de Dreamcast tem algumas adições, como a possibilidade de escolher a roupa logo no começo do logo.

Resident Evil Survivor

Resident Evil Survivor, ou Gun Survivor no Japão, é uma espécie de tentativa de Resident Evil entrar no mercado dos jogos em primeira pessoa. Apenas uma variante lançada, a versão black label.

Resident Evil 1.5

Resident Evil 2 estava cerca de 90% concluído quando foi riscado pela Capcom e seu desenvolvimento recomeçado praticamente do zero. Boatos dizem que o motivo para isso ter acontecido é que o jogo estava muito parecido com o primeiro. Existem pela internet um grande número de screenshots e vídeos do jogo, que não parecia estar nada mal.

De qualquer forma, deve existir em algum baú da Capcom essa versão hoje chamada de “1.5”, sendo com certeza o grande graal sagrado dos colecionadores de Resident Evil.

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Micro Reviews Ep 04: Working Designs

Não é nenhum segredo que eu adoro a finada Working Designs, então aí está três micro reviews de jogos lançados por essa empresa:

Popful Mail (Sega CD), Silhouette Mirage (PlayStation) e Magic Knight Rayearth (Saturn).

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Voe, Playcoisa, voe

Nights: Into Dreams é com certeza um dos melhores jogos de Saturn da história.

Recentemente anunciei o remake para PlayStation 2 deste clássico, com os gráficos melhorados e algumas outras alterações e lembrei do comercial deste game:

No mínimo irônico o jogo ser lançado melhorado para PlayStation 2 uns anos depois…

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Working Designs

Working Designs foi uma empresa envolvida na adaptação e publicação de diversos jogos nos EUA, investindo no lançamento de RPGs e jogos de estratégia que foram “hit” no Japão. Boa parte desses lançamentos se tornariam clássicos-cult no ocidente, como por exemplo a série Lunar, embora poucos jogos atingiram vendas realmente impressionantes (talvez a única exceção seja Alundra para PlayStation, que teve boas vendas em seu lançamento).

Uma das características dessa empresa era sua excelência com designs de seus produtos. E não falo dos jogos em si não, falo das caixas mesmo. Desenhos bonitos, detalhes laminados, etc. Aí está, a direita, Jurassic Park, uma capa que não é particularmente feia ou bonita, e um lançamento da Working Designs, Popful Mail, ao lado. Lembrando que a capa da Working Designs tem detalhes laminados que são difíceis de se perceber numa foto, ou seja, pessoalmente é ainda melhor:

Fica claro que qualquer colecionador adora ter um jogo desses na prateleira.

E ainda tem outro detalhe que é o sonho/pesadelo dos colecionadores: variantes do mesmo jogo.

A Working Designs lançava com frequência diferentes designs dos cds e/ou encartes do mesmo jogo, sendo algumas variantes extremamente raras, atingindo valores até cinco vezes maiores que as variantes comuns. Lunar Silver Star para Sega CD é um exemplo extremo dessa característica deles, com sete variações conhecidas. Por outro lado, Lunar Eternal Blue para Sega CD não tem nenhuma variante. Abaixo, as sete variações conhecidas do Silver Star e mais a única do Lunar Eternal Blue, da coleção do nebrazca:

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Sim, conhecidas. Isso porque sempre aparecem boatos sobre variações novas. Alundra por exemplo, acredita-se que exista uma variante de encarte ainda não encontrada, talvez usada para uma produção-piloto e depois nunca mais usada.

Lembrando que as diferenças são apenas externas. Os jogos são absolutamente iguais, em todos os casos.

De qualquer forma, a empresa fechou as portas em 2005, com jogos lançados para TurboGrafx 16, Sega CD, Sega Saturn, PlayStation e PlayStation 2. Uma grande pena para colecionadores e claro, fãs de jogos de RPG, estratégia, space shooters e etc. Aí está uma lista com todos os títulos lançados, de acordo com a sempre confiável (*sarcasmo) wikipedia:

– Turbo Grafx 16 e Turbo Duo:

Cadash, Cosmic Fantasy 2, Exile, Exile: Wicked Phenomenon, Parasol Stars, Vasteel.

– Sega CD:

Lunar Silver Star, Lunar Eternal Blue, Popful Mail, Vay.

– Sega Saturn:

Albert Odyseey, Dragon Force, Iron Storm, Magic Knight Rayearth, Sega Ages, Shining Wisdom.

– PlayStation:

Alundra, Arc the Lad Collection, Elemental Gearbolt, Lunar Silver Star Story Complete, Lunar 2 Eternal Blue Complete, Raystorm, RayCrisis, Silhouette Mirage, Thunder Force V, Vanguard Bandits.

– PlayStation 2:

Growlanser Generations, Gungriffon Blaze, Silpheed: The Lost Planet.

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